por Felipe Moura Brasil (Pim) - Terca-Feira, 8 de Maio de 2007, às 13:08
Como és suja, Lagoa, e como és linda!
À superfície mal se nota o caos:
Sobre tuas águas, a beleza infinda
Dentro, excrementos destes homens maus
Que te retratam, como a ti bem-vinda
Fosse a pujança dos cartões postais
Mais que um remédio ao teu pulmão, e ainda
Que novos ventos ao teu cheiro, mais.
Eu que te vejo da varanda, sinto
Tua agonia entre xixis e merdas
(Meus e minhas, também, se te confesso).
Espelho d’água já não és – ou minto:
Tu só refletes o que bem tu herdas…
És nosso espelho de maior sucesso!


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