Soneto � Lagoa
Como és suja, Lagoa, e como és linda!
À superfície mal se nota o caos:
Sobre tuas águas, a beleza infinda
Dentro, excrementos destes homens maus
Que te retratam, como a ti bem-vinda
Fosse a pujança dos cartões postais
Mais que um remédio ao teu pulmão, e ainda
Que novos ventos ao teu cheiro, mais.
Eu que te vejo da […]