por Felipe Moura Brasil (Pim) - Quinta-Feira, 3 de Maio de 2007, às 13:11
Por onde andares, a teu jeito, alegre
De seres tu, vaidosamente solta
Nos teus confins, toda de ti envolta,
Avessa a regras e ao que mais te regre;
Por onde fores, sem pensar em volta,
Em dependência, independentemente
De teres medo (e quem de nós não sente?)
No fundo d’alma, onde a razão te solta;
Por onde, e quando, e enquanto, te levares
Além de ti, como se além dos mares
Sentido houvesse a te esperar sozinha;
Por onde quer que te prefiras, deixa
Um rastro, um mastro, uma sutil madeixa,
Que eu não me importo de avisar-te minha.


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