por Felipe Moura Brasil (Pim) - Quarta-Feira, 4 de Abril de 2007, às 13:16
Passou a febre, mas a tosse ainda é o eco
Dessa infeliz respiração descompassada
Que, não bastasse me roubar telecoteco,
Também me lembra que não tenho namorada.
E meu pulmão, que nunca teve ar de boteco,
Agora culpa o coração pela mancada
“Quem te mandou não sossegar? Vou ter um treco
E tu sozinho não dás conta da parada.”
Já de reflexo o coração lhe mostra o pulso
“Sei muito bem, seu pastelão: não sou avulso
Mas é difícil equilibrar mais do que vento.”
E pressentindo eventual taquicardia
Respira fundo o meu pulmão na fantasia
Que dessa cama ao menos tira o pensamento.


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