Soneto da mulher ciumenta
Por ela, que me foi sempre o futuro
Dos braços, até mesmo quando, em dengo,
Dizia ser do samba pular muro
E abandonar mulher, de ser Flamengo;
Por ela, que me via mulherengo
A cada desapego prematuro
Dos beijos, dos olhares e do quengo,
Onde tudo além dela soava impuro;
Por ela, que, contudo, humor trazia
Em surtos de ciúme ou de vaidade
E […]