por Felipe Moura Brasil (Pim) - Terca-Feira, 26 de Julho de 2005, às 11:52
Conservai, ó senhor, literatura
Nos corpos femininos ressentidos
De graça, patrimônio da candura,
E em máscaras e sombras denegridos.
Contra o império do olhar, erguei tecidos
Que os olhos cumprimentem com mesura;
Bordados, estampados e floridos,
Delgados, se possível, na cintura.
(Do blush e dos esmaltes cintilantes
Livrai-nos, ó senhor, o quanto antes;
Jamais a falta foi tão oportuna.)
Adeus, fivelas, zíperes, presilhas!
Mais leve a moça e nus as panturrilhas
Enquanto a camisola for diurna…


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