por C.A. - Quarta-Feira, 10 de Marco de 2004, às 18:39
Pude enfim, folheando a Revista de Domingo, confirmar algo que já intuía, que a formação universitária em jornalismo serve perfeitamente (e talvez exclusivamente) às garotas que concorrem ao posto de musa do verão do Jornal do Brasil – e que isto é um barato ao humor tribuneiro: significa que eu e os colegas diletos passamos quatro anos sérios num curso finalmente exposto como a micareta que é, e não pegamos ninguém.
É assim: “Myrella Domingues, estudante de jornalismo na Hélio Alonso, passa o dia surfando na Joatinga, joga vôlei de praia no posto dez e curte muito viajar pelo Brasil de mochilão”. Ou então: “Cibelle Maíra, formada em jornalismo pela Univercidade [sic], mora em Niterói, onde vive intensamente o dia a dia na praia; à noite, é promoter de sucesso na boate Acrópole”. Ou por fim: “Joanna Meyer, estuda jornalismo na PUC, joga capoeira, faz ioga e tem vários projetos profissionais na área de moda”. É esse, amigo leitor, o perfil da moderna inteligência – reconheçamos, a inteligência emocional!
Parabenizo, portanto, as jovens gatinhas sorridentes que descobriram o caminho e aproveitam a faculdade de jornalismo como ela pode ser aproveitada, preenchendo desse modo um espaço vago no currículo bronzeado, sem jamais deixar de sugar de seu conteúdo acadêmico tudo quanto é oferecido. Ah, agora entendo!, tamanha vantagem têm esses que enxergam à frente…


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