por C.A. - Quarta-Feira, 7 de Janeiro de 2004, às 18:59
Ontem, dia de reis, cheguei em casa exausto e com a honesta esperança de que a árvore de Natal da Lagoa tivesse subitamente desaparecido durante a minha breve viagem de elevador – mas ela estava lá: absurdamente grosseira, sem qualquer sutileza ou sugestão, terrivelmente feia, caso típico de quando se toma por belo o que é tão somente gigantesco. E há ainda o trânsito inominável, o caos nas ruas, os bandidos e os flanelinhas malditos, os carros largados em qualquer lugar, o barulho: onze horas da noite e a Lagoa parada para que a gentama se divirta com a abundância de luzes e de barraquinhas de cachorro-quente e milho.
A minha proposta é muito simples: que a famigerada árvore, no próximo Natal, enfeite as águas do Piscinão de Ramos; e, para que minha idéia não pareça preconceituosa e elitista, que se estabeleça um saudável revezamento – depois do Piscinão, Lagoa de Jacarepaguá e assim por diante, democraticamente.


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