Blogue da Casa
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por Tribuneiros - Segunda-Feira, 12 de Julho de 2010, às
10:43
ATENÇÃO! PÓS-ESCRITO: Colocamos no ar, aí ao lado, na Coluna da Direita, alguns dos textos que marcaram os 7 anos de história deste site. Foram colhidos (quase) a esmo, por motivos variados, de modo que, se não são “os melhores”, decerto compõem uma seleta que muito nos diverte e emociona. Ao bater a porta, afinal, convém deixar a Casa arrumada.
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Os Tribuneiros se despedem de seus leitores. Os Tribuneiros, hoje, afastam-se deste site, doravante um retrato na parede. Chegamos a um nível de qualidade e exigência que nos consome tempo demais. E este tempo sumiu. É hora de novos passos; novos espaços; novas conquistas.
Durante sete anos, demos um jeito, ladeados sempre por nossos fiéis colaboradores, aos quais somos muito gratos. Mentimos descaradamente a familiares, amigos, mulheres, patrões, colegas de trabalho, professores e o diabo, para dispor dos minutos (horas, dias…) necessários à criação de um texto. Agora, não dá mais. Nossa prosa – que se tornou (felizmente) cara – parte em busca de mentiras menos virtuais, e logo reaparecerá.
Não vamos pedir desculpas. Tampouco daremos mais explicações. Não há outros motivos - ocultos, dramáticos etc. - para este fim; e renúncias, se irrevogáveis, devem ser secas. Em poucas palavras, pois: valeu a pena. Combatemos a canalhada, experimentamos linguagens, encontramos vozes, publicamos um livro, amadurecemos em todos os sentidos, descobrimos (e formamos) leitores, amigos e inimigos por todo o Brasil e até pelo mundo - e, acima de tudo, nos divertimos muito.
Fica uma certeza, que se confunde com promessa: o reencontro com os leitores - para alegria de uns e (falsa) tristeza de outros - é inevitável. E o silêncio temporário não será entrave a um sorriso tribuneiro pelo ar. Quem nasce para o incômodo, afinal, também incomoda na ausência.
Até breve.
por C.A. - Terca-Feira, 6 de Julho de 2010, às
14:29

Ora homenageio a mão celestial do craque Luis Suárez, por meio da qual reverencio a memória de minha saudosa tia Saruca, uruguaia maior, em glória a quem honro hoje [e sempre] este meu sangue Urtiaga.
Eu acredito.
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Não deu; mas valeu.
por Pim - Sabado, 3 de Julho de 2010, às
14:08

O baile alemão: 4 a 0
Nenhuma surpresa. O time da Alemanha é muito superior ao da Argentina, e a vitória era mais certa que a da Holanda sobre o Brasil.
Escrevi aqui no dia 14 de junho:
O superestimado e bagunçado time da Argentina, na verdade, só tem Messi. O outro bom jogador – o atacante Milito, da Inter de Milão -, Maradona deixou no banco. (…) A Argentina joga como o Brasil, portanto, com a diferença de ter uma defesa pior e um ataque melhor.
Aquelas reticências ali eram meu comentário sobre o inexistente meio-campo de Verón, que acabou na reserva. E Maradona continuou achando que podia prescindir de Milito.
O Brasil deu sorte de pegar a Holanda. Deu sorte de perder logo e por pouco. A seleção de Dunga também levaria um baile da Alemanha, que joga com 22 jogadores em campo, às vezes 26. Há sempre dois ou três marcando cada adversário, e dificilmente alguém erra um passe.
Com a segurança de Lahm, o talento de Müller e a inteligência de Schweinsteiger (que driblou meio time e deu o terceiro gol para Friedrich), Klose só precisa ser o Nunes do Flamengo de 1981. Já fez mais gols que Pelé em Copas, e tem tudo pra bater os recordes que quiser.
É meio grotesco dizer que Messi decepcionou tanto quanto Cristiano Ronaldo [que é uma farsa, sim, mas nada podia fazer na violenta retranca de Carlos Queiroz, que o deixou isolado no ataque]. Messi, como Robinho, não tinha com quem jogar, e ainda jogou bem a Copa inteira, embora Robinho – mais adiantado, vale lembrar - tenha sido mais eficiente.
Se Brasil e Argentina se juntassem para enfrentar a Alemanha, ainda assim perderiam; ainda assim faltaria um Schweinsteiger. Ainda assim seria o duelo de crianças contra adultos. O futebol sul-americano é ótimo para ganhar de times de várzea, mas – a menos que Loco Abreu abra uma escolinha de frieza e personalidade – seguirá afinando contra seleções de porte.
É uma pena. A vitória de Maradona seria a maior demonstração da irrelevância do técnico de futebol; e, portanto, sua maior contribuição ao esporte. Infelizmente, sua derrota para uma seleção que ocupa todos os espaços do campo deu margem para o discurso contrário, mesmo que a Alemanha tenha vencido pelo simples e velho fato de ter jogadores melhores.
Maradona, pelo menos, não precisa mais ficar nu no Obelisco. A seleção argentina já ficou por ele.
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Leia também:
Palmadas holandesas
Vitória do Brasil é pior para o futebol
por Pim - Sexta-Feira, 2 de Julho de 2010, às
16:16
Leia também: Vitória do Brasil é pior para o futebol - [AQUI]. Porque bem mais importante que a análise do jogo (que segue abaixo) é a análise do que ele poderia ter representado.

Palmadas holandesas
Felizmente para o futebol, o Brasil perdeu. A lógica, mais uma vez, saiu vitoriosa – e não serão o estupendo lançamento de Felipe Melo para o gol de Robinho e a falha monumental de Júlio César no primeiro gol holandês que a farão menor. Ela dá margens – ainda que estreitas - para o improvável.
O “domínio” inicial foi só o retrato das limitações brasileiras: impondo-se ante uma Holanda rarefeita, a seleção de Dunga não soube traduzir a posse de bola em oportunidades fartas, muito menos num placar folgado. E o domínio por si só não faz outra coisa senão dar uma falsa sensação de superioridade, enquanto o adversário vai se armando sorrateiramente.
Quem depende de lançamentos de Felipe Melo e Lúcio, ou cabeçadas de Juan, não tem o direito de “gostar do jogo”. Deve odiá-lo, detestá-lo, sentir nojo dele até o fim, na ânsia de mostrar ao mundo que pode atacar sem a sua defesa, assim como pode defender sem o seu ataque. Mas o Brasil não pode. E ainda voltou para o segundo tempo “gostando do jogo”.
As duas maiores provas de conhecer a seleção brasileira já haviam sido dadas pela Holanda. A primeira: ninguém esperava de Felipe Melo mais do que pontapé. A segunda: Robben sabia onde ficava Michel Bastos. E isso foi então o suficiente para provocar a expulsão de um (após colaborar em todos os gols) e a substituição de outro, pendurado com cartão amarelo.
Da mesma forma que o Brasil jogou o mínimo necessário para vencer as demais seleções, a Holanda de Robben, Sneijder e Kuyt jogou o mínimo necessário para vencer o Brasil. Kaká errou tudo, incluindo dessa vez os passes de 2 ou 3 metros; Luís Fabiano – isolado – não viu a cor da jabulani; e Robinho – sem ter com quem jogar – já fez muito marcando seu gol.
Em termos de “fatalidade”, aliás, a maior foi a Holanda ter saído atrás; o que não é lá um grande problema para quem tem ao menos três jogadores de forte personalidade (e bons) a partir do meio-campo. Fosse o Brasil a levar o primeiro, eu já havia dito que ninguém saberia o que fazer. Exagero meu, claro. O Brasil já não sabe o que fazer quando sofre um empate.
Contra times de várzea, esse futebol infantilizado não raro soa bonitinho, fofo, alegre - e até moleque. Mas a verdadeira molecagem precisa daquele estofo de conhecimento e equilíbrio emocional do qual possa emergir de repente causando a sua graça. Sozinha, se não resvala na delinqüência (Felipe Melo), ela é só uma bundinha teen à espera de palmadas adultas.
As da Holanda – lamento dizer -, chegaram em boa hora.
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Leia também:
Vitória do Brasil é pior para o futebol
por C.A. - Sexta-Feira, 2 de Julho de 2010, às
15:26
Dunga cometeu um erro de avaliação grave, consistente, porém, com a sua capacidade intelectual. Nenhuma surpresa, portanto. Diagnosticou [ou assim acreditou] que o problema da seleção em 2006 fora o bordel de Parreira - aquela infinita madrugada de orgia havida em Weggis - e o quis corrigir para além da [aborrecida] concentração isolada e do comprometimento [cafona] com a causa, com o grupo etc. Foi quando plantou a derrota: quando levou ao campo a reclusão: quando enclausurou a bola: quando se afastou dos craques. Confundiu a exigida seriedade de comportamento [de resto, uma bobagem] com uma rigorosa austeridade futebolística - e então, inclemente, a derrota: pois que não se prescinde do talento impunemente.
por Pim - Sexta-Feira, 2 de Julho de 2010, às
13:06
NOTA: Escrevi o texto abaixo antes do jogo contra a Holanda, mas não consegui publicar a tempo. Faço isso agora, 5 minutos após a eliminação do Brasil, sem mexer numa única linha. Sobre o jogo, falarei daqui a pouco. [Pós-escrito: confira AQUI].
Vitória do Brasil é pior para o futebol
Mais do que as vuvuzelas e a jabulani; que os jogos sofríveis da primeira fase; que seleções de quinta categoria nas quartas e até nas semifinais; que os erros grosseiros de arbitragem contra a Inglaterra e a favor da Argentina; que a censura de replays reveladores no telão do estádio e até nas transmissões; e que a falta imperdoável de juízes trancados numa salinha com todos os recursos de TV para validar ou anular lances duvidosos - mais do que tudo isso, a vitória do Brasil sobre a Holanda empobrecerá o futebol.
[E o pior é que, vencendo este jogo, o Brasil corre sério risco de vencer também a Copa do Mundo, pois os jogadores de Argentina, Alemanha ou Espanha, depois de épicas batalhas entre si, podem chegar à decisão mais destruídos que o Chuck Norris no fim de Braddock III, e sucumbir a quem vier dum descanso coletivo frente a Uruguai ou Gana.]
A Copa terá virado uma espécie de Prêmio Nobel, consagrando a farsa na qual os desavisados mundo afora hão de se espelhar. Qualquer Saramago será um John Coetzee, qualquer Kaká será um Zidane, e cada molequinho que hoje dorme abraçado à sua bola Campeão sonhará em se tornar zagueiro. É assim o triunfo da mediocridade: um atraso sempre estendido para muito além do erguer de uma taça; sobretudo se o espírito de cordeiro e a adolescência voluntária também sobem ao pódio, mostrando a irrelevância de personalidades fortes para as maiores conquistas.
Quem tem uma na seleção brasileira? Qual discípulo de Dunga converte a sua grandeza fora de campo num futebol imponente e inspirador dentro dele, com carisma e desenvoltura? Quem ali pode romper as ordens burocráticas dos esquemas impingidos para então organizar o imponderável? Qual jogador deste elenco é capaz de despertar a admiração inescapável dum homem adulto? O Brasil não tem sequer um Robben, um Sneijder, um Schweinsteiger, um Lahm, um Xavi, um Iniesta, nem mesmo um Tevez, que dirá um Messi. Tem no máximo alguns bons coadjuvantes, que nem nas mãos de Tarantino renderiam um filmaço.
O futebol precisa de ídolos de verdade. Se não forem craques, que ao menos transcendam com um mínimo de personalidade a condição do homem comum. Quando o medíocre é alçado a esse patamar, os parâmetros se rebaixam; os horizontes se apertam; os tetos declinam; e os cérebros passam a andar curvados. O combate cultural precisará de uma força ainda maior para destruir os falsos ídolos que a propaganda e a ignorância deixaram florescer.
Os erros da Fifa tornaram o futebol mais estúpido este ano, mas podem ser corrigidos na próxima Copa. A vitória do Brasil, não. Marcaria gerações para sempre.
por Pim - Terca-Feira, 29 de Junho de 2010, às
12:48
Directamente de Joanesburgo, África do Sul.

A Copa começa contra a Holanda
Se os 3 a 0 contra o Chile do Marfim do Norte serviram para alguma coisa, foi para mostrar como o Brasil depende de sua dupla de zaga até pra atacar. Nosso jogador mais criativo é Lúcio. O de maior categoria é Juan.
Ramires, que só não é melhor que Felipe Melo em dar pontapé, foi quem fez a mais bela jogada individual, deixando Robinho livre pra marcar o terceiro gol. Só não conteve a ânsia de mostrar a Dunga que também sabe dar porrada, e levou o segundo cartão amarelo.
Daniel Alves fez o que eu havia dito [aqui]. Participou mais do que Elano, arriscou mais do que Elano, errou mais do que Elano e acertou mais ou menos como Elano; o que na média dá quase um Elano, só que bem mais divertido. É um sujeito com tanta vontade de jogar que ele entrega a bola ao adversário só para roubá-la de novo.
Kaká errou tudo, menos um passe de 3 metros para o bonito gol de Luís Fabiano, driblando o goleiro, após jogada de Robinho. Um gol que só aconteceu porque Juan – de cabeça - abriu o placar (e a seleção chilena), aproveitando escanteio de Maicon. Não se deve esperar de Kaká mais do que isso: um passe de 2 ou 3 metros, quando o outro time vai dar uma voltinha.
O Brasil ainda tem muita dificuldade de furar uma defesa armada; e depende sempre de bola parada ou contra-ataque rápido. Luís Fabiano é bom dentro da área, mas precisa que a bola lhe chegue ali, o que raramente acontece.
Ele não é Romário, que, em 1994, se a bola não chegava, vinha buscá-la, driblava todo mundo e fazia o gol ou deixava Bebeto na cara. Sem a genialidade de Bebeto e Romário, a falta de criatividade do meio-campo pesa em dobro. Sobretudo, contra uma seleção de verdade.
O Brasil veio à Copa do Mundo fazer um único jogo (sexta-feira, contra a Holanda) antes da final. Nunca foi tão curto o caminho rumo ao título. O que está longe de parecer fácil. A não ser por Júlio César, Juan, Lúcio e (vá lá) Luís Fabiano, a seleção holandesa é superior à brasileira. Robben, Kuyt e Sneijder jogam mais que nossos outros sete jogadores juntos.
O jeito é torcer para que não descubram onde fica Michel Bastos.
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Nota sobre o Chile
Para se ter uma ideia do nível da seleção chilena (que chegou às oitavas vencendo Honduras e Suíça por 1 a 0; e perdendo, claro, para a Espanha), a única defesa de Júlio César foi num chute que ia pra fora; e Gilberto Silva - acredite se quiser - acertou todos os passes.
por Pim - Segunda-Feira, 28 de Junho de 2010, às
12:06
Directamente de Joanesburgo, África do Sul.

Em time de cego, Kaká-olho é rei
Contra Portugal, Dunga sabotou Daniel Alves. O único jogador em campo capaz de superar o titular da vaga [Elano] teve que jogar ao lado de Júlio Baptista e Nilmar. Para quem joga no melhor time do mundo (o Barcelona), ao lado de Messi, é bastante desesperador.
Júlio Baptista, se já é um desastre em sua posição (qualquer uma, menos meia-atacante), fora dela é um deboche à seleção, desses de fazer Lúcio subir ao meio-campo para armar o jogo em seu lugar. Nilmar, por sua vez, é uma criança baixinha e franzina, perdida entre os adultos adversários, como um Josué do ataque.
Não que Daniel Alves tenha alguma qualidade acima do normal. Ele é só um Elano qualquer, com mais objetividade e menos senso de realidade (talvez porque mal acostumado com os companheiros de Barça). Por isso é reserva de Dunga. Porque arrisca passes e lançamentos de que muitas vezes não é capaz, em vez de tocar a bola pro lado e atacar só na boa. Agora já era.
O jogo contra Portugal serviu para mostrar ao mundo que o banco de reservas do Brasil é só uma torcida organizada em área vip. [Que basta dar um pontapé em Kaká, sacrificando algum peão, e tudo ficará mais fácil.] Serviu também, sobretudo, para consagrar Kaká e Robinho como craques (quase levando Elano junto); e, ainda por cima, criativos. De modo que o jogo não apenas deu sono, como fez mal à inteligência do país.
Não levar Ganso e outros jogadores com um mínimo de visão foi um artifício muito bem executado por Dunga. Assim ele pode mostrar os reservas como as únicas opções existentes, e jogar na nossa cara: “Estão vendo? Eu tinha razão! Meu time é o certo!”. Um certo que depende de pedacinho nenhum sair do lugar para ter alguma chance. [A não ser Felipe Melo, este astro do Mortal Kombat, a quem Ramires é infinitamente superior.]
O maior problema nessas circunstâncias é o Brasil começar perdendo uma partida. Se eu sou o técnico adversário, aliás, mando o time inteiro - antes de fechar a retranca - fazer 20 minutos de pressão nas costas de Michel Bastos.
E ele nem precisa estar ajeitando o meião.
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Pós-escrito em tuitadas [pré-jogo contra o Chile]:
[Pim] Felipe Melo não deve jogar, o que preocupa Dunga. Ou ele bota Josué; ou fecha o estádio, pra ninguém ver como Ramires é superior.
[Pim] Com a possível ausência de Felipe Melo, Kleberson se anima na concentração. Agora, ele é só o terceiro reserva.
[Pim] Elano - muito bem assessorado - não vai jogar; e pode sair consagrado da Copa. Se eu sou empresário dele, também mando ficar de fora.
[Pim] Sem Felipe Melo e Elano, melhor colocar Ramires e Daniel Alves. Seria bom recuar Robinho se o Brasil tivesse mais que Nilmar no banco.
[Pim] Dunga, com senso de realidade (e leitura dos T), acaba de confirmar Ramires e Daniel Alves. Há chances contra o Chile.
[Pim] Copa do Mundo não combina com segunda-feira.
Acompanhe o Twitter.
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Tudo está nas letras
O futebol minúsculo da Itália - que toma gol até de lateral - levou um Durica maiúsculo da Eslováquia.

Ui!
por C.A. - Segunda-Feira, 28 de Junho de 2010, às
10:05
Atenção: esta ocorrência brutal, que enreda o arqueiro Bruno [do Flamengo], não é questão clubística. Merece, portanto, uma abordagem desapaixonada e exclusivamente técnica. É um caso de polícia, no qual se deve empenhar todos os instrumentos de investigação. Em silêncio.
O leitor me perdoe se escrevo o óbvio, mas um pouco de responsabilidade [de prudência!] não nos faria mal, e tanto mais se formos jornalistas. É que, no Brasil, eventos como o tal servem sobretudo para que promotores e delegados apareçam no Jornal Nacional e no Fantástico; e outra coisa não terá almejado - bem antes de qualquer apuro profissional - a senhora responsável pelo caso, que se lançou a falar de Bruno como um homicida consumado: os holofotes.
Este rapaz, por ora, é suspeito de um crime. Apenas isso, suspeito - situação em que toda a cautela será pouca. Ocorre que, ainda sem ter sido sequer indiciado, está já de todo comprometido e vai publicamente tratado como um criminoso, julgado e condenado - exemplo mais recente de um processo espúrio, tipicamente brasileiro, que suprime etapas para aterrar culpados e concorre para que o linchamento público imediato torne nulo [irrelevante, indiferente] o direito à defesa.
O ponto é: e se for inocente?; e se for provado que nada tem com isso? Haverá reparação possível para este homem?
Podemos considerá-lo um tipo cafajeste, de última categoria; mas neste mau juízo, de resto superficial, não poderemos descobrir, senão levianamente, a explicação para um crime, para um assassinato. Não é assim, no chute, na canelada, que a Justiça funciona - e muito ao contrário: é assim que se a boicota, que se a mina, vulgariza.
Ora estamos num terreno que extrapola qualquer limite de simpatia pessoal, qualquer pormenor de opinião, de gosto individual, e eu não me sinto minimamente apto - moralmente apto - a especular sobre se Bruno seria ou não capaz de uma tal barbárie. Quem o seria? Quem tem meios de o afirmar? Com base em quê? Num certo estilo dunguista de se expressar? Nos modos grosseiros - não raro agressivos - como se comporta? Por que disse que bate em mulher etc.?
Nada disso aponta para um assassino. Nada disso indica um criminoso. Nada disso nos leva a bom lugar, senão àquele, terrivelmente rasteiro, onde se abastarda a Justiça. Nada disso serve a uma investigação policial séria; de forma que, por favor: cuidado.
por Tribuneiros - Sexta-Feira, 25 de Junho de 2010, às
13:47

Assim que acordarem, os Tribuneiros farão uma análise detalhada do que não aconteceu.
Obrigado.
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Coluna da Direita
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Um sóbrio em Salvador
Felipe Moura Brasil (Pim)
31-07-2010
EDIÇÃO ESPECIAL - CLÁSSICOS TRIBUNEIROS.
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Colégio de São Bento
C.A.
30-07-2010
EDIÇÃO ESPECIAL - CLÁSSICOS TRIBUNEIROS.
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Juveninho [coletânea de crônicas]
Felipe Moura Brasil (Pim)
29-07-2010
EDIÇÃO ESPECIAL - CLÁSSICOS TRIBUNEIROS.
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Carta ao pai
C.A.
28-07-2010
EDIÇÃO ESPECIAL - CLÁSSICOS TRIBUNEIROS.
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Carta ao filho
Felipe Moura Brasil (Pim)
27-07-2010
EDIÇÃO ESPECIAL - CLÁSSICOS TRIBUNEIROS.
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Memórias inventadas [coletânea]
C.A.
26-07-2010
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Felipe Moura Brasil (Pim)
25-07-2010
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O povo de São Sebastião [todo ele]
C.A.
24-07-2010
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O pequeno escritor
Felipe Moura Brasil (Pim)
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Feliz Natal, Da Vila
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21-07-2010
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O futebol e o amor
C.A.
20-07-2010
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19-07-2010
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A moda, o samba e a vigarice do estilo
C.A.
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Babuska
Felipe Moura Brasil (Pim)
17-07-2010
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